Aqui ressalta muito a minha frase: perfume é muito mais do que uma única cheirada.
Borrifou, sentiu e já tomou uma conclusão? Se fizer isso com esse, você vai errar feio.
Na primeira cheirada, ele parece um frutado meio óbvio, comum, mais do mesmo. Você chega a achar que a framboesa é a única protagonista. Mas a evolução dele é um pouco mais complexa. Você vai precisar desacelerar a mente e dar 100% da sua atenção para realmente entender.
É justamente na evolução que tudo muda.
Você começa a perceber o atalcado sobressaindo no meio de toda a suculência da framboesa. Aqui já dá pra entender que existe um trio no comando. Além da framboesa, tem a íris e as pétalas de rosa. E são elas que mudam completamente o caminho da fragrância.
A suculência vai embora e o perfume começa a ficar mais seco. É como num passe de mágica, ele se transforma em algo mais fechado, elegante e até um pouco misterioso.
E quando eu falo fechado, não é pesado, tá? Muito pelo contrário.
O cashmere traz maciez e essa sensação de pele aquecida. Sabe aquela sensação de almíscar em perfume? Junta isso com uma cremosidade e um toque mais quente.
Eu sei que eu falei que ele ficou mais seco… e agora tô falando que ele é cremoso. Parece até contradição.
Mas lembra que eu falei da importância de acompanhar a evolução? O segredo está exatamente aí.
Primeiro ele mostra uma suculência que parece simples. Depois ele fecha, fica mais elegante, mais contido, mais seco. E quando você acha que já entendeu a fragrância, ela muda de novo.
No final, ele se revela mais macio, mais envolvente. A cremosidade aparece, o calor vem junto e ainda tem uma leve luminosidade que deixa tudo equilibrado.
Ele se constrói na pele.
Começa de um jeito, te confunde no meio… e termina te envolvendo.
Resenha de Sasa Macedo
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