Por isso que eu sou sempre tão repetitiva sobre a necessidade e a importância de acompanhar a evolução de uma fragrância. De ter tempo, de dedicar momentos do seu dia para realmente sentir tudo o que ela tem a revelar.
Quando eu abri o Angel Blush e dei as primeiras borrifadas, a minha impressão foi imediata. Isso aqui não deveria se chamar Angel. Cheguei até a comentar que a marca poderia lançar esses flankers com outros nomes, porque parecia mais um daqueles completamente distantes do tradicional.
Mas foi só quando eu parei para conhecer a fragrância de verdade, quando me dei esse tempo e acompanhei sua evolução na pele, que tudo mudou.
Na saída, ele engana. Mas na evolução, ele revela o DNA.
Sim, temos o Angel aqui. Mas calma. Não é aquele impacto marcante do tradicional.
As notas não listam patchouli. Falam de leite de amêndoas, almíscar e sândalo. Ainda assim, essa combinação me remete a ele. Não aquele patchouli pesado, sujo e intenso. Aqui ele aparece mais polido, como uma madeira levemente terrosa, equilibrada, quase como um eco no fundo da fragrância.
O que realmente predomina é o encontro do almíscar com a amêndoa. É macio, cremoso, levemente adocicado. Existe uma sensação de textura na pele, como se fosse algo que você mais sente do que percebe à distância.
E sendo assim, ele naturalmente se mostra elegante. Transmite aconchego, uma sensação de abraço.
Talvez você pense que, por isso, ele não carrega a sensualidade do Angel tradicional.
Mas carrega, sim.
Só que aqui ela aparece de outra forma. Mais elegante, mais íntima. Uma sensualidade silenciosa, até um pouco misteriosa, mas sem o dramatismo de algo como Hypnotic Poison.
Angel Blush é sereno. É envolvente sem esforço. Não é um perfume que entra na sala anunciando presença.
É aquele que faz alguém querer ficar mais perto.
Mais do que chamar atenção, ele envolve.
Resenha de Sasa Macedo
Instagram: @sasamacedoperfumes
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